segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Tag: Fall Time Cosy Time

Decidi trazer-vos uma tag relacionada ao outono, esta estação do ano tão linda e maravilhosa!

A tag original foi criada no canal Sam's Nonsense (link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Q-4nDR8jXi0). A tradução foi feita pela Melina Souza (link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=9X-zeOKDPjM) e foi no canal dela que vi a tag.

1.    CRUNCHING LEAVES: O mundo está cheio de cores. Escolha um livro que tenha vermelho, laranja e amarelo na capa.

 
“O Resgate do Tigre” de Colleen Houck (é o segundo livro da trilogia “A Maldição do Tigre”) é um livro com bastante vermelho e laranja na capa (além de preto), amarelo não tem grande coisa, apesar de parecer em algumas fotos, na realidade, a cor que vemos é dourado, mas encaixa nesta categoria na mesma.


2.    COSY SWEATER: Finalmente está frio o suficiente para vestir roupas quentinhas e aconchegantes. Escolha um livro que te dá aconchego.

 
Como é que posso não incluir o livro “Celestial” de Cynthia Hand nesta pergunta?! É impossível! “Celestial” é um livro que me fez sentir um grande aconchego quando o livro e ainda o sinto sempre que penso nele.

 
3.    FALL STORM: O vento está uivando e a chuva está batendo. Escolha um livro ou um gênero que você goste de ler em dias de tempestade.

 
Adoro ler livros de banda desenhada num dia desses, debaixo de uma mantinha. Mas qualquer livro é bom para se ler em dias de tempestade!

 
4.    COOL CRISP AIR: Qual o personagem mais legal que você gostaria de trocar de lugar?


Adorava trocar de lugar com a Hermione dos livros Harry Potter e poder viver em Hogwarts (resposta cliché, eu sei. Inclusive, foi a resposta da Melina Souza, se não estou em erro)
 

5.    HOT APPLE CIDER: Indique um livro que você gostaria que fosse mais conhecido.
 

Gostava muito que o livro “A Química dos Nossos Corações” de Krystal Sutherland fosse mais conhecido, porque apesar de ser um livro relativamente recente, não teve o reconhecimento do publico que o livro merece.
 

6.     COAT, SCARVES AND MITTENS: Está ficando realmente frio e está na hora de se cobrir. Qual livro da sua estante tem a capa mais constrangedora que você gostaria de poder esconder quando tiver que ler em público?


Acho que não tenho nenhum livro que tenha uma capa constrangedora ao ponto de a esconder quando tiver a ler em público. Tenho, na realidade, é livros com a capa feia, mas não acho que sejam constrangedoras.

 
Espero que tenham gostado da tag e fiquem à vontade para responder e me dizer. Vou adorar ver as vossas respostas!

 
Beijinhos e boas leituras!

 
Lia

 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Livros com a temática do suicídio que pretendo ler

Este mês é o mês da prevenção contra o suicídio, com a campanha “Setembro Amarelo”, por isso, tal como no ano passado, vou voltar a falar desta campanha aqui no blog, porque falar neste assunto nunca é de mais.

“O suicídio tem crescido nas mais diferentes faixas etárias, e os índices entre jovens e idosos chamam a atenção dos especialistas. A depressão é a principal causa. Enquanto o suicídio segue sendo um assunto sobre o qual se fala pouco, o número de pessoas que tiram a própria vida avança silenciosamente. No Brasil, o índice perde apenas para homicídios e acidentes de trânsito entre as mortes por fatores externos (o que exclui doenças). Em todo o mundo, entre os jovens, a morte por suicídio já é mais frequente que por HIV. Entre idosos, assim como entre pessoas de meia-idade, os índices também avançam.

Falar de suicídio, na maioria das vezes, é falar de depressão. Falar de depressão, no entanto, não necessariamente é falar de suicídio.”

(Podem encontrar mais esclarecimentos sobre este assunto no site oficial da Campanha: http://www.setembroamarelo.org.br/)

Durante este mês eu e mais algumas pessoas estamos a fazer uma leitura em conjunto do livro “Uma história meio que engraçada” de Ned Vizzini (em português do Brasil). É um livro que aborda esta temática do suicídio nos jovens. (SINOPSE: O que aconteceria se você descobrisse que a maior idealização da sua vida não era aquilo que você esperava? O adolescente Graig Gilner vai perceber que, até mesmo ao atingir um objetivo, nem sempre as coisas saem da forma como deveriam. Mas aprenderá também que, mesmo nas adversidades, é possível fazer novos amigos, se apaixonar e encontrar motivos para viver. Como muitos adolescentes determinados a vencer na vida, Craig Gilner acredita que a sua entrada na Executive Pre-Professional High School de Manhattan é o passaporte para o seu futuro. Obstinado a ter uma vida de sucesso, Craig estuda dia e noite para gabaritar no exame de admissão, e consegue. A partir daí, o que deveria ser o dia mais importante da sua vida, acaba marcando o início de um sufocante pesadelo.).

Para além da leitura, procuramos divulgar a campanha e consciencializar as pessoas para a gravidade do suicídio e para o poder de o evitar que cada um de nós tem. Quem se quiser juntar a nós, será muito bem vindo! (O grupo foi criado por uma amiga minha, a Mia do instagram @miasouza._ por isso, qualquer dúvida, é só falar com ela). 

De seguida, falo-vos aqui de cinco livros que abordam este tema e que eu estou muito curiosa para ler. (Colocarei a sinopse de cada um após o nome do livro e o respetivo autor)

 
Eu Estive Aqui
de Gayle Forman

SINOPSE: Cody fica chocada e arrasada com o suicídio de Meg, a sua melhor amiga. A pedido dos pais desta, Cody viaja até Tacoma, onde a amiga estudava, para reunir os seus pertences. Espantada, Cody descobre que Meg nunca lhe falara de inúmeros aspetos da sua vida. Por exemplo, os novos amigos, que são o tipo de pessoas com quem Meg nunca se daria antes de entrar para a faculdade, ou Ben, o vocalista de uma banda por quem a jovem se apaixonara. Porém, a sua maior descoberta ocorre quando acede ao computador de Meg e de repente tudo o que pensava que sabia sobre a morte da amiga se desmorona. Cody decide então levar esta descoberta às últimas consequências.

 
Por Treze Razões
de Jay Asher

SINOPSE: Não podes parar o futuro, nem voltar atrás ao passado. A única maneira de perceberes o mistério... é carregando no play. Clay Jensen não quer ter nada a ver com as cassetes gravadas por Hannah Baker. Hannah está morta. Os seus segredos foram enterrados com ela. Mas a voz de Hannah diz a Clay que o nome dele está gravado naquelas cassetes e que ele é, em parte, responsável pela sua morte. Clay ouve as gravações ao longo da noite. Ele segue as palavras gravadas de Hannah pela pequena cidade onde vive… e o que descobre muda a sua vida para sempre.
 

Em Português do Brasil:
 
A Playlist de Hayden
de Michelle Falkoff

SINOPSE: Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente. Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava. “A Playlist de Hayden” é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

 
Fale!
de Laurie Halse Anderson

SINOPSE: “Fale sobre você... Queremos saber o que tem a dizer.” Desde o primeiro momento, quando começou a estudar no colégio Merryweather, Melinda sabia que isso não passava de uma mentira deslavada, uma típica farsa encenada para os calouros. Os poucos amigos que tinha, ela perdeu ou vai perder, acabou isolada e jogada para escanteio. O que não é de admirar, afinal, a garota ligou para a polícia, destruiu a tradicional festinha que os veteranos promovem para comemorar a chegada das férias e, de quebra, mandou vários colegas para a cadeia. E agora ninguém mais quer saber dela, nem ao menos lhe dirigem a palavra - insultos e deboches, sim - ou lhe dedicam alguns minutos de atenção, com duvidosas exceções. Com o passar dos dias, Melinda vai murchando como uma planta sem água e emudece. Está tão só e tão fragilizada que não tem mais forças para reagir. Finalmente encontra abrigo nas aulas de arte, e será por meio de seu projeto artístico que tentará retomar a vida e enfrentar seus demônios: o que, de fato, ocorreu naquela maldita festa?

 
A Lista Negra
de Jennifer Brown

SINOPSE: E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.

Se alguém já leu algum destes livros contem-me nos comentários, para ficar a saber a vossa opinião. Digam também se me recomendam a leitura ou não. E se já tiverem lido algum outro livro com esta temática e tenham gostado, digam-me, porque posso ainda não conhecer!

Beijinhos e boas leituras!

Lia

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A Mulher do Camarote 10 de Ruth Ware

Classificação: ⭐⭐⭐

 
Finalizei recentemente a leitura do livro “A Mulher do Camarote 10” de Ruth Ware e não poderia deixar de compartilhar convosco a minha opinião sobre ele. Quero apenas dizer que, caso não tenham visto os últimos posts, este livro foi-me gentilmente oferecido pela editora Clube do Autor juntamente com outros livros maravilhosos! (Se quiserem saber mais sobre a editora e sobre todos os livros que eles me enviaram, falei deles no post deste link: http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/08/livros-recebidos-da-editora-clube-do.html).

 
(Lembrando que a minha opinião é sempre sincera sobre aquilo que leio, independentemente de o livro me ter sido cedido por alguma editora ou autor.)

 
O livro conta a história de uma jornalista, a Laura Blacklock, ou simplesmente Lo, que pretende subir na carreira e para isso aceita o convite de participar na viagem inaugural de um cruzeiro de luxo, o Aurora Borealis, onde só participariam pessoas influentes dos media e o próprio dono do cruzeiro e a sua mulher. Tudo certo até aqui... mas o que a Lo não contava experienciar era um crime no camarote ao lado do seu.

 
O mais estranho é que, ao denunciar o que viu às entidades responsáveis no cruzeiro, é informada de que não falta nenhum membro da tripulação, nem dos convidados e ninguém pode ter entrado nem saído de um barco em movimento. Sendo assim, como a Lo consegue arranjar uma explicação para aquilo que viu e ouviu? Terá sido apenas fruto da sua imaginação? Ou terá realmente acontecido um crime abordo de um cruzeiro de luxo sem que ninguém tenha reparado nisso?

 
Este é o pano de fundo para o policial de Ruth Ware lançado pela editora Clube do Autor no mês passado.

 
A história é narrada em primeira pessoa pela Lo, porém aparecem uma espécie de “recortes de jornal” e conversas de e-mail entre outras coisas que não são do conhecimento da Laura Blacklock, mas que dão um ar muito mais tenso à história, porque são revelações que nos prendem completamente à leitura.

 
Confesso que no início a leitura é um bocado monótona e não acontece muita coisa surpreendente. Quando acontece de facto o crime a bordo o leitor não fica surpreso porque já sabia que tal iria acontecer assim que leu a sinopse (ou viu este meu post) e isso acaba por cortar um bocado o suspense que se podia ter sentido, todavia, após o crime e a pequena investigação por conta da Lo, acabam por acontecer várias reviravoltas umas a seguir às outras que prendem inevitavelmente o leitor, na tentativa de ele próprio tentar solucionar o caso.

 
A leitura é fluida, divertida em algumas partes (de forma a cortar o ambiente tenso), e de cortar a respiração em outras. O enredo é surpreendente (pelo menos foi assim para mim), como se pede de um policial, e as personagens são igualmente bem construídas.

 
Não é de um género que eu leia muito, pois de policiais este é apenas a minha segunda leitura, mas ainda assim foi uma leitura muito agradável de se fazer e que gostei bastante.

 
Indico para quem gosta de policiais e também para quem não lê muitos livros do género, mas pretende sair da zona de conforto lendo um policial.
 
Beijinhos e boas leituras!
 
Lia

 
Uma leitura realizada com o apoio:



domingo, 13 de agosto de 2017

A Ilha das Quatro Estações de Marta Coelho

Classificação: ⭐⭐⭐

Quem acompanha o blog viu que o último post que saiu foi sobre a editora “Clube do Autor” e sobre os livros que eles me enviaram (quem não sabe do que eu estou a falar, está aqui o link do post para perceberem melhor ao que me estou a referir: http://euliaeleio.blogspot.pt/2017/08/livros-recebidos-da-editora-clube-do.html) E hoje trago-vos a minha opinião sobre um desses livros: A Ilha das Quatro Estações.

O livro conta a história de quatro jovens: a Cat, o Santi (ou Tiago), o Misha e a Rute. Todos eles estão em sofrimento por alguma coisa do passado quando chegam à Ilha das Quatro Estações, onde irão passar quatro meses das suas férias de verão. Esta Ilha encontra-se dividida em quatro partes e em cada uma delas vive-se uma estação do ano. Estes jovens e o resto do grupo de inscritos irão passar um mês em cada uma das partes da ilha. (Ficou confusa a explicação?)

Esta ilha serve como uma terapia. Longe do resto das pessoas e das tecnologias, estes jovens dispõe de tempo para se encontrarem a si mesmos, para recuperarem autonomamente, mas também para fazerem boas amizades, o que contribuirá para a recuperação de cada um.

O livro é narrado em primeira pessoa, pelos pontos de vista da Cat e do Santi e adoro quando os autores fazem isso, porque nos dá um segundo ponto de vista dos acontecimentos, não deixando de parte a narração em primeira pessoa.

Pela linguagem clara (tanto da parte narrada como dos diálogos), fluida e extremamente rápida de ler é um livro juvenil, porém fala de alguns temas que são tipicamente abordados no género YA (temas esses que são spoiler se disser quais são). Os capítulos são curtos, o que é maravilhoso e só ajuda na fluidez da narrativa.

Este livro fala-nos de culpa, de saber perdoar, de nunca desistir de ser feliz e de lutar para conseguir aquilo que se quer. Ao longo do livro vemos várias lições de vida e cada uma delas acaba por marcar também um pouco a nossa vida.

Existem partes cómicas, piadas internas e muita cumplicidade e ajuda entre os personagens. Notei que a autora estava sempre a criar conteúdo para que a estadia dos jovens na ilha não se tornasse demasiado monótona para o leitor e, uma vez que eles não tinham telemóveis, tablets e computadores, não tinham grandes fontes de informações do exterior, pelo que deve ter sido mais difícil.

Achei apenas que existiram algumas partes um pouco insuscetíveis de acontecerem realmente, e que acabaram por soar a algo forçado. Talvez por ser um livro juvenil, eu achei que algumas partes foram óbvias demais para um leitor um pouco mais atento aos detalhes, como costuma ser o meu caso, mas considero que são pistas que poderiam muito bem passar despercebidas a um leitor mais novo.

Em suma, gostei da leitura e recomendo-a a jovens que gostem de livros com alguma aventura, romance, mas que também aborde temas mais sérios e reflexivos.

Beijinhos e boas leituras!

Lia
 
 
Uma leitura realizada com o apoio: